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Artigo de diretor da Irriger contesta irrigação vista como vilã da falta de água

Geração de emprego e renda, economia de hídricos e energéticos e outras vantagens da irrigação são apontadas pelo autor

A atual crise hídrica enfrentada pelo país desde o último ano tem colocado em questionamento o uso do recurso que vai desde o ambiente doméstico aos maiores consumidores, como a indústria e a agricultura, em busca de um responsável pela falta de água. Neste sentido, um artigo publicado no Jornal Estado de Minas de autoria do engenheiro agrônomo e diretor da Irriger, Hiran Medeiros Moreira, vem destacar a importância da irrigação agrícola, especialmente no atual contexto.

De acordo com o autor, a irrigação seguramente não pode ser considerada a vilã da situação, mas, pelo contrário, deve ser ampliada para a otimização dos recursos hídricos. No Brasil, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), temos cerca de 5,8 milhões de hectares irrigados, correspondendo a 8,3% da área de produção agrícola, enquanto que nosso potencial chega a 29 milhões de hectares, o que significa que utilizamos pouco mais de 28% do que dispomos.

No artigo, o diretor da empresa, Hiran Medeiros, destaca ainda o potencial da irrigação enquanto geradora de empregos e renda para o país. Dados da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem sustentam que cada hectare irrigado gera um emprego direto e um indireto, o que soma 12 milhões de postos de trabalho em todo o país. Os números indicam ainda que são criadas cinco vezes mais vagas do que na agricultura de sequeiro, aquela que não utiliza a irrigação.

A evolução tecnológica da indústria de irrigação é também inserida como um dos pontos fortes para o incentivo à prática, isto porque, os novos equipamentos operam com maior rendimento e sob menor pressurização, resultando em significativa economia de água e energia. “Sistemas de irrigação do tipo pivôs centrais e gotejamento alcançam níveis de eficiência de aplicação de 92% a 95%”, defende Hiran Medeiros Moreira.

Além disso, o autor fala sobre a diferença entre a água utilizada pela indústria e consumo humano daquela usada na irrigação. De acordo com ele, os recursos hídricos utilizados na irrigação podem ser armazenados até a profundidade onde estão as raízes, ser absorvido pelas plantas ou até mesmo evaporar, retornando à atmosfera. Desta forma, ao contrário do uso industrial e doméstico que tornam a água insalubre, a irrigação é capaz de recarregar os lençóis freáticos, compondo novos ciclos hidrológicos.

Por fim, Hiran defende o uso da irrigação como uma alternativa viável para contornar a falta de recursos hídricos no país. “Quando vemos uma área irrigada, saibamos que ali se realiza uma atividade nobre e que contribui de maneira estratégica para a produção de alimentos, geração de emprego e geração de renda. Assim, o irrigante não só não é responsável pela crise hídrica, como desempenha importante função econômica e social”, finaliza.